Não estamos prontos para o 4-2-3-1

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Não estamos prontos para o 4-2-3-1

Mensagem por Convidado em Ter Out 14, 2014 10:35 pm



O atual momento da seleção brasileira é estranho, por razões já sabidas por todos, porém quem gosta de futebol aguardará, pra que um dia, retorne ao menos o bom futebol.

Fato curioso que a tática da seleção seja o 4-2-3-1, que em tese, seja para um jogo fluido, e de controle.
Mas, se até mesmo em simuladores de futebol, ela tem seus altos e baixos (empatar com ela não é usual), nada mais previsível do que uma equipe que tenha melhor controle ter dominado a equipe do Brasil.

E até hoje, raramente vemos equipes brasileiras que saibam controlar a partida.
O fato inegável e que talvez até atrapalhe o coletivo, seja sempre termos tidos avançados criativos. E hoje discute-se muito na qualidade técnica dos volantes, porém deixou-se uma lacuna grande entre a individualidade nos remates, e na eficiência da transição defensiva.
Parece que achariam ruim pra qualidade dos nossos atacantes, adotarmos o 4-5-1 de estilo europeu, mas o 4-2-3-1 parece-me que seria bom só depois que tivéssemos um entrosamento definido. E pensar, que boa parte da população acreditou num Brasil organizado depois da Copa das Confederações, mas quem conhece um pouco de tática, percebia os erros que o desentrosado time cometia, e ainda comete com o treinador de outrora, Dunga.

O interessante do 4-5-1 é que não existe volante com enfâse em desarmar, e no 4-2-3-1 há.

Dei o 4-5-1 como exemplo, mas de imediato, é pra se corrigir e formar um grupo, sendo uma das táticas viáveis.
Futebol real não é como simulador em que se pode mudar as funções e instruções quando bem entender e esperar que seja aquilo mesmo que se programou.

Como exemplo, lembro-me que da feia derrota na Liga dos Campeões do Bayern de Guardiola pro Real, em casa, por 4x0, ele disse após a eliminação: "a culpa foi minha, posicionei errado os jogadores". Isso prova que é muito complicado, mesmo que no vestiário, orientar pra que se mude as funções. Mesmo que os atletas entendam naonde precisam mudar, faltaria ainda a familiarização (que se consegue com treino tático) com as novas funções, etc. Sim, na maior parte das vezes, é arriscar, principalmente ao tirar um jogador duma posição e substituir por de outra.

Pra explicar isso, nas primeiras rodadas do Brasileirão, foi perguntado ao zagueiro Alex Silva do porquê da reação do Flamengo contra o Palmeiras, e ele respondeu: "Nosso time não costuma atuar no 4-2-4, mas depois passamos para o 3-5-2 que sempre treinamos e jogamos, e aí deu certo e viramos a partida".

Como podem ver, sem treino tático feito direito fica muito difícil enfrentar um time no mesmo nível que o nosso, ainda mais se for uma equipe desentrosada e de cunho comercial como a do Brasil.

É, ainda não estamos prontos pra ganhar algo com o 4-2-3-1.

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